Bem vindo!!!

Que o Senhor te abençoe, te proteja e te guarde hoje e sempre!!!!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Feliz Natal e um Santo Ano Novo

“Hoje nasceu para nós o Salvador, que é Cristo e Senhor” (Lc 2,11)

           
            Amados irmãos e irmãs, vamos celebrar neste mês o Advento e o Natal do Senhor, festas importantes para a nossa caminhada de fé.
            O Advento afasta o pessimismo de nossa vida, ao proporcionar um clima de alegre expectativa. Faz renascer a força da esperança, que renova o entusiasmo de nossas comunidades. Com a proclamação dos textos bíblicos, o uso dos símbolos e cantos, a salvação é acolhida, no coração, na vida e na comunidade.
            No tempo do Advento reafirmamos que o Senhor permanentemente vem ao nosso encontro, caminha conosco e mantém viva a nossa esperança. Enquanto celebramos na liturgia o seu mistério, somos convocados a fazer a experiência do seu Reinado, na alegria, na solidariedade e na justiça que nos encaminham com toda a humanidade para a plenitude dos bens da vida.
            Com atenta vigilância, alegre expectativa e renovada esperança, vivamos o Tempo do Advento retomando o seguimento de Jesus, tornando-nos, como Ele, discípulos e missionários da vida e da paz, fazendo crescer em nós e em nossas comunidades a certeza de que Ele continua vindo através de nós.
            Já o Natal, como celebração litúrgica, reforça em nós a alegria da pertença à Família de Deus. Jesus, humano – tão próximo e tão divino -, é acolhido com festa. Diante de uma criança, imaginamos seu futuro. Diante da Criança de Belém, o Menino Jesus, pensamos no presente que nos foi dado: “Hoje nasceu para nós o Salvador, que é Cristo e Senhor” (Lc 2,11). A ternura de Deus é captada nas cenas do presépio. A sua bondade é exaltada nas canções natalinas. Então, o falar de Deus e com Deus torna-se espontâneo na liturgia e na vida.
            Ao dar-nos seu próprio Filho para ser o nosso Salvador, “Deus realiza uma das maiores ‘liturgias-serviços’. Desde muito tempo, Deus vinha demonstrando um grande amor pela nossa humanidade. E, enfim, depois de um longo período de ‘noivado’, em todo o Antigo Testamento, Deus acabou se ‘casando’ com a humanidade, na pessoa de Maria, realizou-se a promessa, realizou-se a profecia (cf. Is 62,1-5). E deste ‘casamento’ resultou – por obra do Espírito Santo! – uma ‘gravidez’, e por esta ‘gravidez’ foi-nos dado Jesus, Filho de Deus, Emanuel (Deus-conosco!). O Verbo eterno de Deus se fez carne e habitou entre nós (Jo 1,14). É muito amor por nós! Indescritível solidariedade!
            No tempo do Natal celebramos também a Epifania. Natal e Epifania são duas festas que celebram o mesmo Mistério. Se compararmos suas orações. Podemos ver melhor a coincidência. A festa da Epifania surgiu no Oriente, antes do século IV. Somente mais tarde passou a ser celebrada no Ocidente. O Natal nasceu no Ocidente, por volta do século IV, perfazendo o caminho inverso.
            A festa de Natal realça a manifestação do Senhor aos seus concidadãos, representados pelos pastores. Chama a nossa atenção para a evangelização ad intra,ou seja, para a evangelização dos batizados que estão distantes da prática da fé e da vida da igreja. Na Epifania voltamos nosso olhar para os outros povos e nações, representados pelos magos. Nossos pensamentos se preocupam então com a evangelização em sua dimensão ad extra.
            Façamos então irmãos do Advento um tempo de preparação, a fim de que quando o Natal chegar, não seja só um momento de consumismo, mas de fato, Jesus possa nascer em nossos corações, para que sendo portadores da salvação e motivados pela solenidade da Epifania, levemos essa salvação a todos os que precisam, de forma especial nossa família, nossos amigos e necessitados. Feliz Natal a todos! Deus vos abençoe!

Pe. Anderson

terça-feira, 2 de novembro de 2010

“Se com Ele morremos, com Ele viveremos” (2Tm 2,11)

Amados irmãos e irmãs, neste mês de novembro celebramos o dia de Finados, que na liturgia da Igreja é chamado de “Comemoração dos fiéis defuntos!”. “É diante da morte que o enigma da condição humana atinge seu ponto mais alto". Em certo sentido, a morte corporal é natural; mas para a fé ela é na realidade "salário do pecado" (Rm 6, 23). E para os que morrem na graça de Cristo, é uma participação na morte do Senhor, a fim de poder participar também de sua ressurreição.
            A morte é dolorosa como um fim de festa. Nossa dor seria diferente se compreendêssemos que fim não precisa significar negatividade, mas positividade. Para o homem a morte é um fim plenitude e um fim meta alcançada.
            Na morte, Deus chama o homem a si. É por isso que o cristão pode sentir, em relação à morte, um desejo semelhante ao de São Paulo: "O meu desejo é partir e ir estar com Cristo" (Fl 1,23); e pode transformar sua própria morte em um ato de obediência e de amor ao Pai, a exemplo de Cristo: Meu desejo terrestre foi crucificado; (...) há em mim uma água viva que murmura e que diz dentro de mim: "Vem para o Pai". “Quero ver a Deus, e para vê-lo é preciso morrer. Eu não morro, entro na vida”. (Santa Teresinha).
            A visão cristã da morte é expressa de forma privilegiada na liturgia da Igreja: Senhor, para os que crêem em vós, a vida não é tirada, mas transformada. E, desfeito nosso corpo mortal, nos é dado, nos céus, um corpo imperecível. A morte é o fim da peregrinação terrestre do homem, do tempo de graça e de misericórdia que Deus lhe oferece para realizar sua vida terrestre segundo o projeto divino e para decidir seu destino último. Quando tiver terminado "o único curso de nossa vida terrestre”, não voltaremos mais a outras vidas terrestres. "Os homens devem morrer uma só vez" (Hb 9,27). Não existe "reencarnação" depois da morte. A Igreja nos encoraja à preparação da hora de nossa morte ("Livra-nos, Senhor, de uma morte súbita e imprevista": antiga ladainha de todos os santos, a pedir à Mãe de Deus que interceda por nós "na hora de nossa morte" (oração da "Ave-Maria") e a entregar-nos a São José, padroeiro da boa morte.
            A morte sendo o fim normal da vida recorda-nos que temos um tempo limitado para realizar a nossa vida. Graças a Cristo a morte cristã tem um sentido positivo. "Para mim, a vida é Cristo, e morrer é lucro" (Fl 1,21). "Fiel é esta palavra: se com ele morremos, com ele viveremos" (2Tm 2,11). A novidade essencial da morte cristã está nisto: pelo batismo o cristão já está sacramentalmente "morto com Cristo", para viver de uma vida nova; e se morrermos na graça de cristo, a morte física consuma este "morrer com cristo" e completa assim a nossa incorporação a ele no seu ato redentor.
            Na pessoa de Jesus ressuscitado Deus se revela aquele que ressuscita os mortos. Da mesma forma como ressuscitou Jesus, Deus nos ressuscitará também. Toda a argumentação de São Paulo se baseia nessa fé (cf. 1Cor 6,14; 1Cor 15,12-18.20-22). Na hora da morte, a pessoa humana é aquela pessoa que se tornou tal pelo decorrer da própria vida. No momento da morte, o ser humano conhece pela primeira vez todas as dimensões e influências de sua própria vida. A pessoa se encontra com Deus e julga sua própria vida vivida, a partir dos parâmetros do agir de Deus que são o amor e o perdão. A morte não significa uma igualação global de todos os seres humanos. As pessoas na morte serão o que fizeram de si mesmas durante a própria vida.
            Depois da morte, cada ser humano precisa de um processo de evolução para reunir e completar os fragmentos de sua própria vida. A doutrina católica propõe um passo à frente, um processo evolutivo qualitativamente chamado "Purgatório".
            O Purgatório é o estado de purificação pelo qual passam os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas que não estão completamente purificados, embora tenham garantida a sua salvação eterna. A Igreja formulou a doutrina da fé relativa ao Purgatório, sobretudo no Concílio de Florença e de Trento. Fazendo referência a certos textos da Escritura (1Cor 3, 15: 1Pd 1, 7), a tradição da Igreja fala de um fogo purificador.
            O Céu é o estado de perfeita união e comunhão com Deus. É a comunidade bem-aventurada de todos os que estão perfeitamente incorporados a Jesus. Este mistério de comunhão dos bem-aventurados com Deus e com os que estão em Cristo supera toda a compreensão e imaginação (1Cor 2, 9). A Escritura fala-nos dele em imagens: vida, luz, festa de casamento, vinho do Reino, casa do Pai, Jerusalém Celeste, Paraíso, etc.
            O Inferno é o estado de auto-exclusão definitiva da comunhão com Deus e com os bem-aventurados. A pena principal do Inferno consiste na separação eterna de Deus, o Único em quem o homem pode ter a vida e a felicidade para as quais foi criado e às quais aspira. Para ir para ao Inferno é preciso uma aversão voluntária a Deus e persistir nela até o fim da vida.
            "Caro salutis est cardo" ("A carne é o eixo da salvação"). Cremos em Deus que é o criador da carne; cremos no Verbo feito carne para redimir a carne; cremos na ressurreição da carne, consumação da criação e da redenção da carne. Façamos todo o esforço possível, para vivermos bem com Cristo, assim morreremos bem com Ele e herdaremos o seu Reino sendo lá, felizes para sempre! Deus vos abençoe!

Pe. Anderson Daniel Lopes

sábado, 2 de outubro de 2010

Novena de Santa Edwiges!

Novena de Santa Edwiges – Mogi Guaçu – SP.
Local: Quadra de Esportes do Campo da Lagoa – Avenida dos Trabalhadores
Tema Central:
Santa Edwiges e o caminho para o discipulado!


07/10 – Quinta – feira – 19h
Tema: Ser discípulo é ter um único mestre!
Benção: Profissionais da saúde, médicos e membros de pastorais
Celebrante: Pe. Cândido Eduardo da Costa – Pároco da Paróquia São Benedito em Itapira.

08/10 – Sexta – feira – 19h
Tema: Ser discípulo é aderir imediata e definitivamente ao projeto de Deus!
Benção: Jovens, adolescentes e namorados
Celebrante: Pe. Mário Donizete Adorno – Pároco da Paróquia Santo André em Martinho Prado

09/10 – Sábado – 18h
Tema: Ser discípulo é renunciar as ambições humanas!
Benção: Músicos
Celebrante: Pe. Antonio José Carossi – Vigário Paroquial da Paróquia Nossa Senhora do Rosário em Mogi Guaçu

10/10 – Domingo – 18h
Tema: Ser discípulo é levar a cruz!
Benção: Crianças, mulheres e gestantes
Celebrante: Pe. José Carlos Melchiori – Pároco da Paróquia Nossa Senhora do Rosário em Mogi Guaçu

11/10 – Segunda – Feira – 19h
Tema: Ser discípulo é amar e conhecer a Deus Pai!
Benção: Religiosos e Religiosas
Celebrante: Pe. Carlos Aloísio da Silva – Vigário Paroquial da Paróquia Cristo Redentor em São José do Rio Pardo

12/10 – Terça – Feira - 17h

Tema: Ser discípulo é amar e conhecer a Jesus!
Benção: Profissionais liberais e profissionais de comunicação
Celebrante: Pe. Anderson Daniel Lopes - Pároco

13/10 – Quarta – Feira – 19h

Tema: Ser discípulo é ter o Espírito Santo como guia!
Benção: Representantes de sindicatos, funcionários das indústrias e funcionários públicos
Celebrante: Pe. João Marcos Moreira – Pároco da Paróquia São Domingos em Mococa

14/10 – Quinta – Feira – 19h

Tema: Ser discípulo é ver o outro como irmão!
Benção: Autoridades do poder executivo, legislativo e judiciário
Celebrante: Pe. Adriano Roberto da Silva – Pároco da Paróquia Senhor Bom Jesus em São João da Boa Vista

15/10 – Sexta – Feira – 19h
Tema: Ser discípulo é viver na liberdade!
Benção: Professores, Comerciantes
Celebrante: Pe. Everaldo Donizete Ribeiro (Tito) – Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Luz em Mogi Guaçu

16/10 – Sábado – Solenidade Paroquial

06h – Missa e despertar festivo com café comunitário
12h – Missa Especial para os Desempregados e trabalhadores
15h – Missa Especial para os Enfermos
19h – Solene missa e procissão em louvor a Santa Edwiges
Benção: Policiais, Tiro de Guerra, Bombeiros
Celebrante: Pe. Anderson Daniel Lopes - Pároco.

Observação: Ainda teremos missas no dia 10/10 às 8h, do dia 12/10 às 9h e do dia 17/09 às 8h e às 18h

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Santa Edwiges!

“’Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento! ... ‘Amarás ao teu próximo como a ti mesmo’. Toda a Lei e os profetas dependem desses dois mandamentos!” (Mt 22, 37; 39-40)

Amados irmãos e irmãs estamos iniciando o mês de outubro, mês missionário e também mês em que comemoramos a padroeira de nossa paróquia, Santa Edwiges. Edwiges nasceu em 1174 na Alemanha. Filha de nobres foi criada em ambiente de luxo e riqueza, o que não a impediu de ser simples e viver com humildade. O seu bem maior era o amor total a Deus e ao próximo. Aos 12 anos ela se casou com Henrique, príncipe da Silésia (um dos principados da Polônia medieval e atual região administrativa da Polônia), com quem teve seis filhos, sendo que dois deles morreram precocemente. Culta, inteligente e esposa dedicada, ela cuidou da formação religiosa dos filhos e do marido.
Mulher de oração vivia em profunda intimidade com o Senhor. Submetia-se ao sacrifício de jejuns diários, limitando-se a comer alguns legumes secos nos domingos, terças, quintas e sábados. Nas Quartas e sextas-feiras somente pão e água. Isto sempre em quantidade limitada, somente para atender as necessidades do corpo.
No tempo do Advento e da Quaresma, Edwiges se alimentava só para não cair sem sentidos. O esposo não aceitava aquela austeridade. Numa quarta-feira da Quaresma ele esbravejou por haver tão somente água na mesa sendo que ele só bebia vinho. Edwiges então lhe ofereceu uma taça, cujo líquido se apresentou como vinho. Foi um dos muitos sinais ou milagres que ela realizou. Algum tempo depois Edwiges caiu vítima de uma grave enfermidade. Foi preciso que Guilherme, Bispo de Módena, representante do Papa para aquelas regiões, exigisse com uma severa ordem a interrupção de seu jejum. A Santa dizia que isto era mais mortificante do que a sua própria doença.
Dedicou toda sua vida na construção do Reino de Deus. Exerceu fortes influências nas decisões políticas tomadas pelo marido, interferindo na elaboração de leis mais justas para o povo. Junto com o marido construiu Igrejas, Mosteiros, Hospitais, Conventos e Escolas. Por isto, em algumas representações a Santa aparece com uma Igreja entre as mãos.
Aos 32 anos, fez votos de castidade, o que foi respeitado pelo marido. Quando ficou viúva, foi morar no Mosteiro de Trebnitz, na Polônia, onde sua filha Gertrudes era superiora. Foi lá que Edwiges deu largos passos rumo à santidade. Vivia com o mínimo de sua renda, para dispor o restante em socorro dos necessitados. Ela tinha um carinho especial pelas mulheres e crianças abandonadas. Encaminhava as viúvas para os conventos onde estariam abrigadas em casos de guerra e as crianças para escolas, onde aprendiam um ofício. Era misericordiosa e socorria também os endividados. Em certa ocasião, quando visitava um presídio, ela descobriu que muitos ali se encontravam porque não tinham como pagar as suas dívidas. Desde então, Edwiges saldava as dívidas de muitos e devolvia-lhes a liberdade. Procurava também para eles um emprego. Com isto eles recomeçavam a vida com dignidade, evitando à destruição as famílias em uma época tão difícil como era aquela do século XIII. E ainda mantinha as famílias unidas.
Assim, Santa Edwiges, é considerada a Padroeira dos pobres e endividados e protetora das famílias. Sua morte ocorreu no dia 15 de outubro de 1243. E foi canonizada no dia 26 de março de 1267, pelo Papa Clemente IV. Como no dia 15 de Outubro celebra-se Santa Teresa de Ávila, a comemoração de Santa Edwiges passou para o dia 16 de Outubro. Modelo de esposa, celibatária e viúva, a Santa não faltava à Missa aos Domingos, e isto ela pede aos seus devotos: mais amor a Jesus na Eucaristia e auxílio aos necessitados. Que Santa Edwiges abençoe e proteja nossa paróquia e todos nós, e nos ajude a realizarmos nosso sonho de construir uma igreja em sua honra. Boa novena e boa festa para todos, obrigado aos muitos que estão nos ajudando. Deus vos abençoe!


Pe. Anderson Daniel Lopes

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Setembro - Mês da Bíblia!

“Toda Escritura é inspirada por Deus e é útil para ensinar, para argumentar, para corrigir, para educar conforme a justiça!” (2Tm 3,16)

Amados irmãos e irmãs, o mês de setembro é conhecido como o mês da Bíblia. Acredita-se que este mês foi escolhido pela Igreja porque no dia 30 de setembro é dia de São Jerônimo (ele nasceu no ano de 340 e faleceu em 420 dC). São Jerônimo foi um grande biblista e foi ele quem traduziu a Bíblia dos originais (hebraico e grego) para o latim, que naquela época era a língua falada em grande parte do mundo e usada na liturgia da Igreja.
A Bíblia é hoje o único livro que está traduzido em praticamente todas as línguas do mundo e que está em quase todas as casas. Serve de “alimento espiritual” para a Igreja e para as pessoas e ajuda o povo de Deus na sua caminhada em busca da construção de um mundo melhor.
Na Bíblia, Deus se revela através de palavras e de acontecimentos intimamente entrelaçados, de tal sorte que as obras ajudam a manifestar e confirmar os ensinamentos e realidades significadas pelas palavras; e estas, por sua vez, proclamam as obras e elucidam o mistério nelas contido (Dei Verbum 2/162). E Deus se serve de autores humanos, por Ele inspirados e de linguagem humana e até dos gêneros literários usados em cada época para nos manifestar a sua verdade. É o que São João Crisóstomo chamou de “Divina Condescendência”. Deus desce até nós, fica perto de nós.
Podemos dizer então, que a Bíblia foi escrita por pessoas chamadas e escolhidas por Deus e que foram inspiradas através do Espírito Santo. Ela revela o projeto de Deus para o mundo; serve para que todos possamos crescer na fé e levar uma vida de acordo com o projeto de Deus. Por isso, ela é a grande “Carta de Amor” de Deus à Humanidade.
A Palavra de Deus nos revela o rosto de Deus e seu mistério. Ela é a história do Deus que caminhou com seu povo e do povo que caminhou com seu Deus. A Bíblia tem uma longa história, desde nossos pais e mães na fé (Abraão e Sara, Isaac e Rebeca, Jacó Lia e Raquel) passando por Moisés, pelos Profetas, até a vinda do Messias, e por fim a morte do último dos Doze Apóstolos quando foi escrito o último livro da Bíblia (o Apocalipse, escrito no final do I século). A Palavra de Deus demorou em torno de dois mil anos para ser escrita. Muitas pessoas fizeram parte desta história: homens, mulheres, crianças, jovens, anciãos... Por isso, podemos dizer que a Bíblia é um livro feito em “mutirão”.
Toda a nossa Igreja – como nem poderia deixar de ser – tem a maior estima para com a Bíblia. E nela “escuta religiosamente a palavra de Deus, santamente a guarda e fielmente a expõe” (Dei Verbum 10/176). O Mês da Bíblia há de nos ajudar a nos familiarizarmos sempre mais com o texto sagrado, não só pela leitura que deles se faz na liturgia, mas em nossas leituras e meditações pessoais ou nos círculos Bíblicos e grupos de reflexão que hoje fazem crescer tanto a Igreja, alimentada com a Palavra de Deus. Não podemos nos esquecer que o Espírito não só inspirou os autores sagrados para que escrevessem os livros, mas continua de algum modo misterioso a inspirar a Igreja e os fiéis, quando lemos esses livros. Por isso mesmo, não se lê a Sagrada Escritura apenas por uma curiosidade científica ou para deleite estético. É um falar com Deus. Lembramo-nos de que assim se estabelece um colóquio entre Deus e o homem, uma vez que “A Ele falamos quando rezamos e a Ele ouvimos quando lemos os divinos oráculos” (Santo Ambrósio).

Pe. Anderson Daniel Lopes

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Mês Vocacional!!!

“Porque muitos são os chamados, e poucos os escolhidos!” (Mt 22,14)

Amados irmãos e irmãs, o mês de agosto é conhecido como mês vocacional, a cada domingo celebramos uma vocação especial: dia do padre; dia dos pais; dos religiosos e religiosas; dos leigos, com homenagem especial para os catequistas. Assim, unidos na oração pelas vocações queremos pedir ao Senhor da Messe que suscite vocações sacerdotais, religiosas em nossas comunidades, bem como jovens que se preparem dignamente para a vocação matrimonial, fazendo crescer em nossas comunidades a presença frutuosa das famílias cristãs e dos agentes pastorais.
“Jesus faz dos discípulos seus familiares, porque compartilha com eles a mesma vida que procede do Pai e lhes pede, como discípulos, uma união íntima com Ele, obediência à Palavra do Pai, para produzirem frutos de amor em abundância” (DA 133). A intimidade proposta por Jesus nos leva a dar uma resposta que entre na dinâmica do Bom Samaritano, fazendo-nos próximos dos marginalizados.
Celebrando o mês vocacional, a Igreja no Brasil nos convida, para que oremos, reflitamos e celebremos o chamado e a missão na vida da família, da comunidade e da sociedade. Para isso, nos propõe que rezemos pela:
Vocação para os ministérios ordenados: O bispo, como sucessor dos apóstolos, coloca-se a serviço do Povo de Deus, conforme o coração de Cristo Bom Pastor (cf. DA 186) “O presbítero, à imagem do Bom pastor, é chamado a ser homem de misericórdia e compaixão, próximo a seu povo e servidor de todos, particularmente dos que sofrem grandes necessidades” (DA 198). O diácono está a serviço da Palavra, da caridade e da liturgia e é chamado a servir de modo especial os mais necessitados promovendo e acompanhando as ações sociais na comunidade (cf DA 205; 207).
Vocação para a vida em família: A família, pequena Igreja, deve ser junto com a paróquia, o primeiro lugar para a iniciação cristã das crianças. Ela oferece aos filhos um sentido cristão de existência e os acompanha na elaboração de seu projeto de vida, como discípulos missionários (cf DA 302).
Vocação para a Vida Consagrada: É um caminho de especial seguimento de Cristo, para dedicar-se a Ele com coração indiviso e colocar-se, como Ele, a serviço de Deus e da humanidade, assumindo a forma de vida que Cristo escolheu para vir a este mundo: vida virginal, pobre e obediente. A partir de seu ser, a vida consagrada é chamada a ser especialista em comunhão, no interior tanto da Igreja quanto da sociedade. (cf. DA 216). Esse modo de seguir Jesus Cristo se expressa na vida religiosa monástica, contemplativa e missionária, nos institutos seculares, sociedades de vida apostólica e outras novas formas.
Vocação para os ministérios e serviços na comunidade e na sociedade, especialmente o de Catequista: Todos os fiéis leigos são “os cristãos que estão incorporados a Cristo pelo batismo”. Pela sua participação no corpo de Cristo são chamados a exercer o tríplice múnus (sacerdotal, profético e régio), por meio de ministérios, realizando sua missão no mundo. Entre os diversos ministérios destaca-se o de catequista. Rezemos por todas as vocações, com minha bênção sacerdotal!


Pe. Anderson Daniel Lopes

quinta-feira, 29 de julho de 2010

CARTA SHOW PELA PAZ 2010

Acessem o Site e Vejam a Programação!



www.showpelapaz.com

Show pela Paz 2010!!!!

Amado irmão e irmã, quero convidá-lo a participar do Show pela Paz 2010! Nosso intuito com este show, é construir a paz! Você pode se tornar nosso maior aliado nesse grande desafio! Aceita o convite?
Venha fazer parte dessa família, venha sonhar conosco esse sonho de paz! Deixe que a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo invada o seu coração por meio da canção! A música é capaz de chegar onde nossas palavras não podem ir! A música é um instrumento do qual Deus se utiliza para atingir os corações humanos, mesmo os mais endurecidos e insensíveis.
Por isso, desde algum tempo, a ACEC, vem lutando para transformar o Show pela Paz num grande instrumento de evangelização, para que a palavra de Jesus, “que é uma lâmpada para o nosso caminho”, possa iluminar a vida de todos!
E neste ano não será diferente, pelo contrário, serão três dias de pura graça e bênção de Deus, três dias para que ao sair de lá, assim como Jesus, você venha a ressuscitar para uma vida nova.
Venha participar conosco, traga sua família, seu grupo de jovens, sua comunidade! Garanto a você meu querido irmão e irmã, que este momento será inesquecível, como a experiência de se encontrar com Jesus no Tabor.
Desde já quero acolhê-lo com muito carinho! Suplicando ao Pai dos Céus, que por meio das mãos maternas da Virgem Maria, derrame sobre você muitas graças e bênçãos!
Um grande abraço fraterno! Nos vemos no Show pela paz!
Com minha bênção sacerdotal,



Pe. Anderson Daniel Lopes
Diretor Espiritual da ACEC

Ah não se esqueçam de acessar o site do Show pela Paz! www.showpelapaz.com

domingo, 4 de julho de 2010

Jubileu de Ouro da Diocese de São João da Boa Vista

“Vós sois a carta de Cristo!” (2Cor 3,3)

Neste mês de julho nossa Diocese completa 50 anos de criação e instalação. Com certeza, este foi um acontecimento que mudou o rumo de nossa vida eclesial para sempre. Com o advento de nossa diocese, o desenvolvimento das comunidades católicas em nossa região, tornou o anúncio da palavra de Deus ainda mais presente em todos os recantos de nossas cidades.
Durante esses 50 anos muitos foram os desafios, tantos talvez tenham sidos os erros, mas com certeza muito mais foram às alegrias que se fizeram presentes nesse cinqüentenário. Sendo assim, muito temos a agradecer a Deus nesse mês; agradecer por tanta providência, por tantas vocações que tornaram possível a criação de muitas paróquias, aproximando ainda mais a Igreja do povo de Deus.
Muitas foram às pessoas que trabalharam nestes 50 anos, e que já se encontram na casa do Pai, rezando por nós, a eles, clérigos e leigos, que trabalharam incansavelmente nessa metade de século, nossa eterna gratidão, sem o trabalho deles hoje não poderíamos celebrar tão grande graça.
A todos nós que formamos essa porção do povo de Deus que é nossa diocese, ao nosso Bispo Dom David, aos meus irmãos no presbitério, aos nossos diáconos, seminaristas, religiosos, religiosas e a todo o povo de Deus engajado nas inúmeras pastorais, os meus mais sinceros parabéns, e os votos e as orações de que continuemos firmes para mais 50 anos de trabalhos intensos, sempre procurando como nosso padroeiro São João Batista – “Anunciar o Cordeiro de Deus!”, sob a proteção do Imaculado Coração de Maria!
A todos minha bênção sacerdotal!

terça-feira, 8 de junho de 2010

Ano Sacerdotal!!!!

“Todo sacerdote, escolhido entre os homens, é constituído para o bem dos homens nas coisas que se referem a Deus.” (Hb 5,1)

Amados irmãos e irmãs, paz! Estamos chegando ao final do Ano Sacerdotal, um ano de muitas bênçãos e graças para toda a Igreja, mas também um ano de muita dor e sofrimento. Durante este ano Sacerdotal, a Igreja por meio do Sucessor de Pedro, o Papa Bento XVI, procurou destacar a vocação e as qualidades dos sacerdotes, homens de fé e vocação tirados do meio do povo, para cuidarem das coisas de Deus. Mas infelizmente, aquele que deveria ser um ano só de graças, se transformou num ano de perseguições e duras provas. As infidelidades de alguns poucos sacerdotes de nossa Igreja, que distantes da oração e da vida de fé, deixaram se levar pelo pecado, chegando assim a cometer crimes bárbaros, levou a mídia e alguns intelectuais da sociedade a incutirem na mesma uma imagem distorcida dos sacerdotes, como se agora depois de tantos anos de dedicação e serviço prestados aos homens, todos tivessem se tornado vilões, malfeitores, ameaça a uma sociedade que de inocente, desculpem minha sinceridade, não tem nada.
Não podemos generalizar os sacerdotes, pois se alguns poucos são infiéis e merecem ser entregues a justiça e as leis canônicas, muitos outros merecem o nosso respeito, apreço e nossas orações, pois são homens de fé, destemidos, que enfrentam muitas dificuldades, principalmente neste nosso mundo secularizado, anunciar a palavra de Deus e aliviar os sofrimentos humanos, se tornou um enorme desafio.
Existem muitos sacerdotes que a exemplo de São João Maria Vianney, dedicam-se a um trabalho intenso; um misto de atendimentos, orações, celebrações, bênçãos, visitas e muitas outras coisas, onde agem “in persona Christi”, na pessoa do Cristo, sendo sal da terra e luz do mundo.
Creio que chegando ao final deste ano Sacerdotal, o Santo Padre atingiu o seu objetivo, de fato, com todos os acontecimentos que se sucederam, a sociedade descobriu que os padres não são anjos, nem santos, nem imaculados, mas são Homens, humanos, iguais a todos os outros, sujeitos a falhas, e até mesmo a erros graves, e por isso precisam cada vez mais ser amados, acolhidos, valorizados e ajudados, pois muitas vezes estão sós, vivendo para Deus, e em Deus, mas necessitados também de afeto e incentivo, pois, “ninguém dá aquilo que não têm”, se desejamos que nossos padres nos dêem amor, precisamos amá-los primeiro, e não dar às costas quando erram, pois gosto sempre de dizer: “- me ame quando eu menos merecer, pois é quando eu mais preciso!” Parabéns a todos os meus irmãos sacerdotes! Força e Coragem! Amo-os no Senhor! Pois: “Se o mundo vos odeia, sabei que primeiro odiou a mim. Se fôsseis do mundo, o mundo vos amaria como ama o que é seu; mas, porque não sois do mundo, e porque eu vos escolhi do meio do mundo, por isso o mundo vos odeia.”(Jo 15,18-19) Amados irmãos e irmãs rezem por nós!

Pe. Anderson Daniel Lopes

domingo, 9 de maio de 2010

Parabéns as Mães!!

Parabéns a todas as Mães!!! Neste dia especial, quero postar aqui uma singela homenagem a todas as mães! De modo especial também a minha mãe biológica, e a todas as mães de coração que o Senhor me deu ao longo desta minha caminhada vocacional! Realmente a Palavra de Deus se faz muito presente em minha vida, pois, uma vez tendo deixado minha mãe e minha família,Deus me concedeu 100 vezes mais!!! Imaginem... é sou um privilegiado pois tenho mais de 100 mães.... he he ... não é pra qualquer um... isso mostra a Fidelidade de Deus para com seus servos e o trabalho que devo dar a Ele!
Por isso, hoje posso escrever com conhecimento de causa, que se ter uma mãe já é bom demais, ter mais de 100 é fantástico, pois essas mulheres são fenomenais! Me admiro cada dia mais, com sua coragem, sua determinação, seu amor, sua singeleza e sua garra. As mulheres como diz o Pe. Zezinho, devem entender que: -"sem elas, não pode haver paz!", pois quem já não viveu a experiência de ver sua mãe tentando apaziguar as coisas em casa quando os ânimos estão exaltados! Sendo assim, nesse dia, olhando para a figura da Virgem Maria, a mãe de todas as mães, queremos rezar a ela por todas as mães, suplicando que sua intercessão amorosa zele pela paz e a proteção de todas as mães! Como sempre quero neste dia definir as Mães com minhas três famosas palavrinhas:
M - A - E
M = Misericórdia - ah se todos tivéssemos a misericórdia que nossas mães têm, o mundo seria diferente, pois nossas mães são especializadas em nos perdoar, esquecer nossas falhas, nossos defeitos, e estão sempre prontas a nos ajudar, mesmo que pisemos na bola!
A = Alegria - ah, pensaram que fosse amor né!!! Isso já está mais do que explícito no papel de mãe, como essas mulheres batalham, e fazem sempre quase tudo com muita alegria, como elas se alegram com nossas pequenas vitórias!!! Isso é próprio de mãe!
E = Esperança - Ah, isso é o que toda mãe traz no coração! Esperança de um mundo melhor, de ver o filho feliz, de vê-lo vencer na vida!!! Enfim conquistar o seu lugar!!
Por tudo isso, desejo a todas as mães um dia feliz, aliás muitos dias de verdadeira felicidade! Uma bênção especial e todo o carinho do mundo!!! Um grande abraço!

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Enfim um blog!!!!

Olá pessoal!!!

Pois é criei um blog!!! Vocês acreditam!! E consegui fazer isso sozinho!!!! Agora não me perguntem como porque não vou saber dizer rsrsrsr!!!

Bem já a um bom tempo que eu vinha sentindo a necessidade de fazer isso, se bem que sou muito melhor falando do que escrevendo, meu perfeccionismo me impede um pouco, escrevo e depois venho apagando tudo, porque acho que não ficou bom!!! Mas enfim sempre é tempo para se corrigir os defeitos e as manias que a gente possui.
Portanto, esse blog será para mim um grande desafio!!!! Principamente porque terei que escrever sempre!
Acredito que nos tempos hodiernos, faz se necessário essa evangelização via Web, mais do que nunca a palavra de Deus precisa ser propagada e para que isso aconteça, não podemos descartar nenhum meio, por isso tomei a firme decisão de criar esse blog.
Espero poder contribuir com minhas reflexões para o crescimento de muitos e para que o Reino de Deus seja implantado aqui neste mundo!!!
Bom a gente e fala!! Fiquem com Deus! Rezem por mim e por esse blog!!!
Um fraternal bênção a todos!!!

Abraço!!!!