“Todo sacerdote, escolhido entre os homens, é constituído para o bem dos homens nas coisas que se referem a Deus.” (Hb 5,1)
Amados irmãos e irmãs, paz! Estamos chegando ao final do Ano Sacerdotal, um ano de muitas bênçãos e graças para toda a Igreja, mas também um ano de muita dor e sofrimento. Durante este ano Sacerdotal, a Igreja por meio do Sucessor de Pedro, o Papa Bento XVI, procurou destacar a vocação e as qualidades dos sacerdotes, homens de fé e vocação tirados do meio do povo, para cuidarem das coisas de Deus. Mas infelizmente, aquele que deveria ser um ano só de graças, se transformou num ano de perseguições e duras provas. As infidelidades de alguns poucos sacerdotes de nossa Igreja, que distantes da oração e da vida de fé, deixaram se levar pelo pecado, chegando assim a cometer crimes bárbaros, levou a mídia e alguns intelectuais da sociedade a incutirem na mesma uma imagem distorcida dos sacerdotes, como se agora depois de tantos anos de dedicação e serviço prestados aos homens, todos tivessem se tornado vilões, malfeitores, ameaça a uma sociedade que de inocente, desculpem minha sinceridade, não tem nada.
Não podemos generalizar os sacerdotes, pois se alguns poucos são infiéis e merecem ser entregues a justiça e as leis canônicas, muitos outros merecem o nosso respeito, apreço e nossas orações, pois são homens de fé, destemidos, que enfrentam muitas dificuldades, principalmente neste nosso mundo secularizado, anunciar a palavra de Deus e aliviar os sofrimentos humanos, se tornou um enorme desafio.
Existem muitos sacerdotes que a exemplo de São João Maria Vianney, dedicam-se a um trabalho intenso; um misto de atendimentos, orações, celebrações, bênçãos, visitas e muitas outras coisas, onde agem “in persona Christi”, na pessoa do Cristo, sendo sal da terra e luz do mundo.
Creio que chegando ao final deste ano Sacerdotal, o Santo Padre atingiu o seu objetivo, de fato, com todos os acontecimentos que se sucederam, a sociedade descobriu que os padres não são anjos, nem santos, nem imaculados, mas são Homens, humanos, iguais a todos os outros, sujeitos a falhas, e até mesmo a erros graves, e por isso precisam cada vez mais ser amados, acolhidos, valorizados e ajudados, pois muitas vezes estão sós, vivendo para Deus, e em Deus, mas necessitados também de afeto e incentivo, pois, “ninguém dá aquilo que não têm”, se desejamos que nossos padres nos dêem amor, precisamos amá-los primeiro, e não dar às costas quando erram, pois gosto sempre de dizer: “- me ame quando eu menos merecer, pois é quando eu mais preciso!” Parabéns a todos os meus irmãos sacerdotes! Força e Coragem! Amo-os no Senhor! Pois: “Se o mundo vos odeia, sabei que primeiro odiou a mim. Se fôsseis do mundo, o mundo vos amaria como ama o que é seu; mas, porque não sois do mundo, e porque eu vos escolhi do meio do mundo, por isso o mundo vos odeia.”(Jo 15,18-19) Amados irmãos e irmãs rezem por nós!
Pe. Anderson Daniel Lopes